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Blog de Clovis


EM BUSCA DO ARCO-ÍRIS

 

(texto escrito a partir desta foto de Marcos José Silva)

Não, não importa a extensão da caminhada! Vou conversando com o meu cajado e tirando da mochila alimento para a minha alma. Sei que a cada passo adiante, vou deixando para trás o conforto do meu destino de origem.

É preciso correr contra esse tempo atroz e obscuro que move um tremendo poder: o de arrancar de toda gente o brilho do olhar e o pulsar do coração. É preciso que o meu herói adormecido desperte do seu sossego e me venha em socorro.

Aluno que sou, me cabe essa missão de ensinar o afeto, de reinaugurar a gentileza nas mentes que foram cegadas para a luz. E esse intento me faz rever esses mesmos sentimentos que me foram ofertados um dia. Presentes de amor.

Vista daqui, da altura das minhas intenções, aquela cidade parece mansa. Seus homens e mulheres e crianças e velhos estão silenciados pelo tremendo poder, mas isso não se mostra desse ponto da minha viagem. Eu preciso chegar logo ao próximo destino.

O primeiro povoado em que meus pés pousarem precisa querer me ouvir, me entender... e precisa desejar espalhar a boa-nova que trago. O povo - ainda gentil - em que eu pousar os meus olhos e fazer ouvir a minha voz precisa manter a sua força e desfraldar bandeiras e tocar o sino.

No entanto, até que lá eu chegue, me persegue o risco de ser pego a caminho. Em minha ânsia de logo chegar vou tropeçando em pedras, cruzando riachos, conhecendo trilhas... O que me guia é o compromisso de não permitir que o tremendo poder se mantenha.

Antes que o dia se torne noite, e que a canção ser converta em lamento, eu preciso chegar e preciso ensinar a lição e preciso que as pessoas a aprendam. Peregrino e portador que sou da luz do amanhã, não posso precisar do afago. Essa riqueza virá quando eu cumprir com a missão.

É por isso que caminho incansável. Não importa que o tremendo poder tenha tirado a cor da vida.

 



Escrito por clovisblog às 11h14
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OS VISITANTES

 

(texto escrito a partir desta foto de André Carbonara)

2010 – O grupo de peregrinos desloca-se em direção à latitude 21º58'09" sul, longitude 46º47'53" entrando na região cristalina da Serra da Mantiqueira. A região que esse pessoal busca ocupa as primeiras colinas dessa área, que se elevam, gradativamente, até o rebordo de um grande planalto.

Embora possam ser chamados de 'peregrinos', os pesquisadores que caminham sob esse sol de janeiro não vestem trajes típicos daqueles caminhantes originais: estes estão tecnologicamente paramentados, dentro de verdadeiras armaduras protetoras feitas de tecido inteligente.

Protegidos e monitorados desde o seu local de origem, seu organismo é controlado por chips biológicos a cada passo dado nesse terreno acidentado, de difícil caminhada. Nada deverá interromper sua pesquisa, iniciada em 2095, como trabalho estabelecido por professores exigentes na Universidade Sideral “Cosmos Inc.”.

A devastação ocorrida dez anos antes (em 2085), neste mesmo local onde ora tropeçam nos seixos e terreno úmido, foi o motivador principal dessa sondagem. A viagem no tempo, que acontece como um flash fotográfico, deslocou para o passado pessoas em busca da reconstrução do que foi perdido.

Já é grande a surpresa ao chegarem: ar puro, temperatura cálida, o silêncio... Depois, o ruído de pequenos animais (aqui neste tempo ainda são abundantes), o correr dos riachos de água pura, o som dos próprios pés sobre a relva, sobre folhas secas...

O líder do grupo, Prof. Spencer, pressente a aproximação do destino em busca do qual vieram através das décadas: como sensitivo especial, tem no seu plexo-solar a melhor bússola e o mais claro mapa. O seu trabalho é este, encontrar destinos, apontar para o alvo.

Ele apenas não soube preparar a emoção dos demais viajantes, seus companheiros, para o que estava oculto pela colina à frente. Não pode avaliar a intensidade do impacto da próxima cena. Assim, todos já arfantes de cansaço e ansiedade, guiarem-se pelas indicações do Mestre e subiram quase correndo o pequeno morro para, maravilhosamente, preencher os olhos com a mais bela visão.

Tudo o que havia sido inevitavelmente perdido estava ali, a sua frente, uma visão espetacular, de roubar o fôlego, de paralisar o coração, de emocionar às lágrimas.

 



Escrito por clovisblog às 11h11
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