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Blog de Clovis


O Natal no escritório

Vai chegando essa época do Natal e eu vou ficando com vontade de ter trabalhado o ano todo num desses escritórios de contabilidade. Me torno meio borocochô. Houve alguma coisa ali pelo Natal de 1970 que fixou em minha memória emocional essa delícia de ter atravessado na labuta o ano contábil e, então, aproveitar as festas com os colegas de trabalho.
Eu nunca trabalhei em locais assim e confesso que não tenho essa aptidão. Mas como foi bom aquele 20 de dezembro de 1970, com aquelas pessoas desconhecidas num momento e, logo em seguida, amigas para sempre! Entre os funcionários do escritório do Sr. Veldo Westin (ah, que saudades de Dona Eny) eu apenas conhecia a Zeza, a quem namorava já com meio jeito de amiga, e a Celinha sua colega.
Depois desse encontro, nunca mais consegui repetir o feito de passar uma festa natalina em meio a máquinas de datilografia, papel ofício, copiadoras de documentos... Pareceu mágica, pareceu profundamente amigável aquele encontro, como se todos ali assim se comportassem no restante do ano.
Foi um tempo em que realizar o jogo de 'amigo secreto' ainda era muito bom, muito divertido e surpreendente. No desaparecido Depósito Alvorada, nós comprávamos uns kits da Bozzano, numa caixa já com cara de presente, onde repousava creme de barbear+loção pós barba e o sucesso era certo. Foi o tempo, também, da colônia Sândalo que vinha num frasco com jeito meio oriental... Esse cheiro foi a minha 'perdição' depois dessa festa, mas não vou dizer porquê.
Tantos amigos eu não os encontrei mais. E mesmo os que ficaram por aqui, a Vida foi espalhando e promovendo o desencontro. Vez ou outra ainda os vejo e nos cumprimentamos. Eu volto àquele dia, é claro.
Tenho boas lembranças de tantos natais e quem sabe seja por isso que gosto bastante dessa época. Gosto do cheiro que elegi como sendo 'de Natal', vindo de uma pequena palmeira que havia na esquina da rua São João com a praça da Matriz. Por isso é bom ficar velho: quando a realidade nos oprime podemos abrir essa porta e nos refugiar no passado.
Ele está sempre disponível, sempre colorido das cores que escolhemos pintá-lo sem saber que o estávamos fazendo.



Escrito por clovisblog às 16h02
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